Esta é, digamos assim, a irmã mais velha da caminhada. Também atende pelo nome de trekking. É a trilha para gente mais experiente, que exige maior grau de planejamento e, normalmente, oferece mais recompensas. Natureza em estado selvagem, paisagens pouco vistas, cachoeiras quase privativas e praias desertas são algumas delas. A caminhada de longo curso pode durar dias e envolve pernoites em todo tipo de lugar - barracas, pousadas, fazendas, abrigos, casas de nativos.
O termo trekking (derivado do africâner trek, que significa "migrar") surgiu no século 19, na África do Sul, quando os colonos holandeses, desbravando o país, eram chamados de voortrekkers. Tantos outros exploradores, dos rincões do Brasil à Antártica, ficaram famosos por suas jornadas pioneiras e pelas descobertas e conquistas que os longos caminhos inevitavelmente trazem.
Quem participa dessa atividade em qualquer destino turístico que visite deve ter um pouco desse espírito bandeirante, com muita disposição para caminhar sob chuva ou sol e lidar com o imprevisível. Uma caminhada dessas terá sempre o sabor das grandes aventuras.
"Caminhada em ambientes naturais, que envolva pernoite"
ABNT NBR 15398 - Turismo de aventura - Condutores de caminhada de longo curso - Competências de pessoal.
ABNT NBR 15505-1 - Turismo com atividades de caminhada - Parte 1: Requisitos para produto.
ABNT NBR 15505-2 - Turismo com atividades de caminhada - Parte 2: Classificação de percursos.
Diversas operadoras oferecem caminhadas de longo curso, travessias dentro e fora de Parque Nacionais e expedições aos mais altos picos do país. Podem ser roteiros de dois dias até uma semana ou mais (caso das subidas ao Pico da Neblina ou ao Monte Roraima, por exemplo), com mais ou menos estrutura de apoio, dependendo da complexidade da aventura que se deseje encarar. A viagem deve sempre ser reservada e planejada com boa antecedência, mesmo por que pode haver a necessidade de treino prévio ou compra de equipamentos.
A caminhada de longo curso é tão acessível quanto a caminhada curta. Vale a mesma regra de adequar o nível de condicionamento físico ao do percurso pretendido. Mas algumas travessias podem envolver trajetos maiores que 10 ou 20 quilômetros por dia, o que normalmente exige preparação prévia mesmo para pessoas com bom condicionamento físico.
Quem tem problemas na coluna ou nos joelhos, por exemplo, também deve aderir a treinamentos que ajudam a fortalecer os músculos da região sensível. As empresas que oferecem percursos guiados dispõem de um questionário que avalia as condições dos participantes para cada jornada. Crianças e adolescentes devem ter a autorização dos pais para integrar grupos de trekking.
A participação de pessoas com mobilidade reduzida depende das condições do percurso. Há que se levar em conta que a maioria das trilhas possui obstáculos naturais como desníveis, buracos, troncos, rios, pedras e galhos, que causam desgaste físico. Deficientes visuais ou auditivos podem praticar a atividade, porém com acompanhamento especializado.
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