Situada a apenas 55 quilômetros do aeroporto internacional de Salvador, a Praia do Forte recebe os visitantes com charme e muita natureza: são coqueirais a perder de vista, piscinas naturais perfeitas para o mergulho livre e autônomo, passeios para a avistagem de baleias, observação de bichos-preguiça e atividades das mais diversas, como canoagem, tirolesas e trilhas nas matas ou em praias desertas.
Ponto inicial da chamada Linha Verde, que liga a espetacular sequência de praias do norte da Bahia, a vila é um exemplo de como é possível desenvolver a infraestrutura para o turismo e o comércio criando oportunidades para o sustento da comunidade e conservando o meio ambiente.
Aqui estão instaladas unidades de dois importantes projetos de preservação da fauna – o Tamar e o Baleia-Jubarte – e, para interferir o mínimo na paisagem, são proibidos carros na avenida principal, a altura das construções é limitada e a rede elétrica é subterrânea. O “Forte” faz referência ao Castelo Garcia D’Ávila, localizado ao lado da vila, uma das primeiras grandes construções portuguesas do Brasil e único exemplar de arquitetura medieval nas Américas.
Site: http://www.ciaeco.tur.br
D'Aventura Esportes e Turismo Ltda
Operadora de receptivoBahia Adventure Passeios e Trilhas
Atrativo turísticoCoqueiros, coqueiros, coqueiros: não é por acaso que o caminho que leva à Praia do Forte se chama Estrada do Coco (como é conhecida a BA-099). Embora muito bonita, esta paisagem, contudo, não é a original. No passado, esta era uma região coberta pela vegetação da Mata Atlântica. Ainda há alguns importantes trechos preservados, como nos 1.200 hectares da Fazenda Camurujipe e nos 600 hectares da Reserva da Sapiranga. Ou os imponentes manguezais às margens dos rios Pojuca e Sauípe. Vale também lembrar que a restinga original se mantém por dezenas de quilômetros intacta, pouso de muitas aves endêmicas e migratórias.
O grande destaque aqui são as tartarugas-marinhas, que escolhem a Praia do Forte para desovar entre setembro e março. De novembro a abril, os ovos eclodem e os filhotes correm para o mar. De julho a outubro, a região recebe a visita das baleias-jubarte, que se reproduzem nas águas quentes da Bahia. Nas trilhas pela Reserva da Sapiranga, é possível avistar aves, micos-estrela, borboletas e até quatis. Na Fazenda Camurujipe, o destaque são os bichos-preguiça e uma variedade de mais de 300 pássaros, muitos deles endêmicos deste pedaço do litoral baiano.
Antes de ser aldeia de pescadores, esta parte da Bahia abrigou tribos tupinambás. O artesanato com a palha da piaçava e do licuri, feito pelas mulheres, é uma ligação viva com esses primeiros habitantes. Com o tempo, pescadores foram se instalando em torno do Castelo de Garcia d´Ávila, até que a comunidade se tornasse, por fim, distrito do município de Mata de São João. Além da pesca, por muito tempo as famílias locais se dedicaram também ao plantio de coco. Mas hoje a principal atividade econômica é mesmo o turismo. E, por causa disso, o povo local sabe receber muito bem os visitantes.
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