"Canastra" era o nome que se dava a um antigo baú usado no transporte de carga pelos tropeiros que exploraram e povoaram o sul de Minas no século 18. Quando deram de cara com este belíssimo platô, eles acharam que se parecia como uma canastra, e assim batizaram o lugar. Hoje a Serra da Canastra é um baú de maravilhas da natureza permanentemente aberto. Dentro da arca há montanhas, cachoeiras, vales, rios e nascentes que se descortinam assim que o sol põe a cara para fora. Tudo muito bem protegido pelo Parque Nacional da Serra da Canastra, cuja área está em fase em ampliação.
No coração da reserva, uma relíquia: o berço do Rio São Francisco, que nasce despretensioso no meio de um brejo para em seguida despencar do alto de uma escarpa, formando a impressionante Casca d'Anta, e só então continuar seu caminho em direção ao Atlântico, distante 2.800 quilômetros. Generoso que só ele, o Velho Chico ainda cede um trecho de suas águas para a emoção do boia-cross. Este baú também guarda muitas aventuras.
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Operadora de atividade especializadaDois maciços em forma de platô erguem-se paralelos, com altitudes que variam de 700 a 1.496 metros: o da Canastra e o Chapadão da Babilônia. De suas encostas brotam nascentes que seguem dois caminhos distintos: algumas correm em direção ao Rio Paraná; outras irão se juntar a um rio que também nasce aqui, o São Francisco. A Serra da Canastra é um importante divisor de águas dessas duas bacias hidrográficas. A decoração fica por conta de uma vegetação de transição entre a borda da Mata Atlântica e o Cerrado, predominante na paisagem.
A grande estrela da Serra da Canastra é o lobo-guará. Mesmo figurando na triste lista de animais em risco de extinção, o animal pode ser visto com certa facilidade na parte alta do parque. Menos ameaçada, mas tão emblemática quanto o lobo, a seriema corre sem medo pelos campos da região, assim como o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro e o pato-mergulhão - este, sim, quase riscado do mapa e que encontra no Parque Nacional um de seus últimos refúgios.
Coloque num mesmo caldeirão os belicosos índios cataguases, que ocuparam a região via Rio São Francisco no século 17, coloque uma porção de negros escravos, um tanto de portugueses colonizadores e acrescente generosas pitadas de bandeirantes paulistas. Eis aí a origem do pacato e astuto povo da Serra da Canastra, cuja economia hoje está baseada na agricultura, na produção leiteira e, mais recentemente, o no turismo.
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